O projeto “Mais Vidro, Mais Porto”, atualmente em implementação na zona da Boavista, quer provar que é possível cuidar do ambiente enquanto se apoia a comunidade local, mostrando que a sustentabilidade vai além da vertente ambiental e integra também um forte compromisso social.
Através de 20 ecopontos equipados com tecnologia inovadora, será possível contabilizar o número de embalagens de vidro enviadas para reciclagem. Trimestralmente, o aumento do número de embalagens recolhidas será monitorizado, resultando esse esforço num apoio financeiro a instituições locais. Se o objetivo do projeto for alcançado e a taxa de recolha de vidro atingir os 75%, o valor a doar poderá ascender aos 10 mil euros. Para se alcançar este resultado, estima-se que, em média, cada cidadão precise apenas de depositar mais duas embalagens de vidro no ecoponto, por mês.
A campanha de comunicação do projeto iniciou no dia 19 de novembro, com a equipa de sensibilização da Porto Ambiente a realizar ações de divulgação no terreno, junto da comunidade. Prevê-se ainda a organização de eventos, o desenvolvimento de uma campanha digital e a realização de ações de sensibilização.
Esta iniciativa resulta de uma parceria entre a Plataforma Vidro+, Porto Ambiente, Fujitsu, Sogrape e Super Bock Group. O projeto “Mais Vidro, Mais Porto” destacou-se entre centenas de candidaturas globais ao programa Fujitsu NPO/NGO 2024, pela sua proposta inovadora e elevado potencial de impacto sustentável. Após ter sido selecionado, beneficiou de apoio no que toca ao financiamento e implementação, refletindo o claro alinhamento com a responsabilidade social e inovação sustentável, nomeadamente na promoção da reciclagem e da economia circular.
O “Mais Vidro, Mais Porto” quer chegar a 8 mil e 500 pessoas, provando que é possível aumentar a reciclagem do vidro na cidade do Porto, ao apoiar instituições ligadas à ação social, com base no desempenho ambiental da comunidade. A iniciativa alia o impacto positivo no planeta e na comunidade, abrindo caminho a novas soluções para uma economia mais circular e participativa.